"Os canais que ensinam a cozinhar se tornaram os meus favoritos nessa quarentena. Aprendi a fazer vários tipos de massas e carnes", afirma. Isadora não é a única a acompanhar esse tipo de conteúdo na internet. Através de um estudo sobre hashtags, o Youtube constatou que o número de visualizações em vídeos de receitas duplicou durante a quarentena, se comparado ao mês de março de 2019.
A análise verificou um aumento de 55% em conteúdos que citavam o termo "preparação de receitas". Isso indica que muitas pessoas despertaram o interesse pela cozinha nesse tempo de reclusão social. Isadora confirma esse fato. "Antes da quarentena, só sabia fazer o básico. Assistindo aos vídeos, descobri habilidades culinárias que nunca pensei ter", diz.
Para além da cozinha
Cozinhar em casa, além de entreter e evitar a contaminação pelo vírus, pode ajudar também na economia e na obtenção de uma alimentação mais saudável. Antes do isolamento, várias pessoas tinham o hábito de comer fora, especialmente pela falta de tempo ou pelas circunstâncias no ambiente de trabalho.
Por conta disso, muitos costumavam comer lanches rápidos, disponíveis nos famosos fast-foods. Na maioria das vezes, são alimentos altamente condimentados e industrializados, o que pode prejudicar a saúde em termos físicos e psicológicos. Mas, com a quarentena, esse cenário mudou e comer em casa tornou-se uma oportunidade para quem deseja se alimentar melhor.
O nutricionista Dener Nery, 25, garante que fazer as refeições em casa traz vários benefícios à saúde e pode, inclusive, evitar doenças crônicas como hipertensão e diabetes. “Cozinhar a própria comida possibilita um maior domínio dos ingredientes utilizados, tanto em qualidade quanto às condições de valores nutricionais", diz.